Governo de Rafael Branco pretende implementar a paridade cambial fixa dobra a euro mais tardar Janeiro de próximo ano 2010.
O acordo foi assinado pela Ministra do Plano e Finanças Ângela Viegas e o Ministro português do Plano Finanças e Economia Teixeira dos Santos, no palácio do Governo.
Consta na assinatura do protocolo, a Criação de uma Comissão Conjunta entre S.Tomé e Portugal, que vai trabalhar no sentido de garantir maior disciplina financeira, correcção e convergência dos indicadores económico, para unir a dobra e o euro.
A Ministra do Plano e Finanças numa entrevista concedida ao Jornal do Governo “ Tlabá Só Cá Dá Tê, enfatizou que este tipo de regime cambial oferece uma paridade credível, minimiza os custos de instabilidade monetária, propicia uma melhor credibilidade para a politica monetária e cambial.
É de recordar que todos os estudos feitos recomendaram a paridade entre a dobra e o euro como sendo a melhor opção para garantir a estabilidade monetária e o crescimento económico.
Reformas fiscais, rigor gestão nas finanças públicas e um enorme esforço com vista a convergência dos indicadores macroeconómicos, como taxas de juro e de inflação, são factores essenciais que abrem o caminho de modo que S.Tomé e Príncipe consiga concretizar a paridade cambial com o euro.
Com esta assinatura do acordo de cooperação económica, S.Tomé e Príncipe deixa para trás as propostas e sugestões de integrar na união económica e monetária apresentadas pelos países da Sub-Região da África Central.
O Ministro Português das Finanças e Economia Teixeira dos Santos precisou que S.Tomé e Príncipe terá que fazer um esforço de convergência de vários indicadores económicos, relacionados com o rigor das finanças públicas com a disciplina financeira em geral. Por essa razão é que não posso aqui a dizer que vai ser dentro de 6 meses ou um ano.
O apoio de Portugal é importante, e esta garantido. O compromisso que assumimos é o de assegurar S.Tomé a manutenção de um nível de reservas cambiais compatível com a estabilidade cambial da dobra e em particular por ter chegado a este ponto, com a sua fixação a euro.
Como sabemos da crise financeira mundial e possivelmente poderá afectar S.Tomé e Príncipe e dificultar a paridade cambial com o euro, os dois países assinaram um contrato de facilidade de credito de apoio a balança de pagamentos.
Sendo assim Portugal disponibiliza uma linha de credito de 25 milhões de euros para ajudar S.Tomé a enfrentar os possíveis obstáculos e turbulências que poderão surgir, concluiu o Ministro português Teixeira dos Santos.
O Governo português compromete-se em períodos de algum sobressalto garantir a manutenção do nível de reservas necessárias para que a estabilidade cambial seja assegurada.
O primeiro Ministro e Chefe do Governo, recordou as acções em curso para construir o futuro do País. Avançou que o mais fundamental ainda que os projectos e iniciativas é a estabilidade da nossa economia e estes acordos inscrevem-se nessa lógica.
Este acordo é um instrumento de estabilidade, de previsibilidade, de garantia de diminuição dos riscos para todos quantos queiram investir em S.Tomé e Príncipe.
Trata-se de uma peça fundamental na nossa estratégia concluiu Joaquim Rafael Branco.
Com este acordo S.Tomé e Príncipe pode assegurar condições de estabilidade macro económica, financeira e cambial.
É uma oportunidade impar para o arquipélago começar atrair investimentos rumo ao desenvolvimento, crescimento económico e aumentar as relações comerciais e empresariais entre os dois países.